24/04/10

Louca por amor


Nunca se sabe
Nunca se sabe se vou rir ou chorar
Se vou partir ou chegar
Pois que nos meus versos carrego
O imperceptível tremor do desatino
Que uiva de razão louca
Criança que tudo quer.

Nunca se sabe se movo montanhas
Ou caminho descalça no fogo
Que me consome a carne
Leve palha voando no ar
Que abala o meu olhar
Notas entoadas no azul
Magia habitando em mim.


Nunca se sabe se viajo
Na beleza do rosto
De onde chegam os meus sonhos
Ou se queimo as entranhas
Com a chama que vibra nos meus olhos
Sinto-me louca, eternamente louca
Que ama como ama o amor.

Não conheço outra forma de te amar!





Maria Escritos
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