28/07/09

Placidez


Ergo-me para tecer carpidos, num lugar só meu, longe dos olhares e das censuras. O brilho do meu olhar estampa-se num livro em branco, incompleto e com mil desejos por revelar. Surgem ânsias de aventura e dos mistérios segregados, numa onda ímpar de sensações. Estremece o meu corpo num frenesim louco antevendo o que está para vir.
À minha volta, chocam-se espadas e escudos entre raios e trovões, cravam-se garras afiadas num pleito sem fim. Sopra o vento com fúria levando tudo na sua passagem - os segredos, os mistérios e os golpes desferidos. Cai finalmente a chuva apaziguadora, trazendo consigo a bonança das tenebrosidades. E por fim deito-me a repousar nesta eterna placidez, onde apenas em sonhos me permito ser tua.

5 comentários:

  1. Sempre tão profundos, esses pensamentos...eu também fui sonhadora...um dia, sim, fui!
    Bjos, amiga!

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  2. Amiga linda, já sabes como eu vivo sempre com a cabeça no mundo da lua... Quebram-me os sonhos mas não a vontade de sonhar.

    Beijos doces e fofos minha querida Amiga.

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  3. Cá estou neste teu/nosso recanto. Acolhedor, intimista. Sabe-me bem estar aqui, onde sentimentos e emoções ocupam um lugar de destaque. Bjinhos!
    Antónia Canivete

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  4. Obrigada pela visita Antónia. Seja bem vinda e sinta-se à vontade para escrever as suas poesia também.
    Esta espaço é nosso.
    Um beijo grande para si querida. Beijinhos ***

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  5. Além de ser interessante e fantástico é profundo.Misterioso texto, dádiva de um ser que se encontra.

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