12/01/10

Outra margem de mim


E é nesta dormência demente
Que me assola o corpo inteiro,
Que estremeço e enlouqueço
Sentindo falta do teu toque
No espaço vazio
Deixado na minha pele.

Despojada assim do meu pensar
Vagueando à deriva
Nesta vasta imensidão
Ensandeço, atordoada
Ansiando avidamente
Pelo calor do teu olhar
Pousado suavemente em mim.

Grito em silêncio o teu nome
E tudo que escuto
É o eco emudecido
Desta demente dormência
Que me deixa adormecida,
Morando perpetuadamente
Neste êxtase sonhado,
Aguardando o teu corpo no meu
Extinguindo este defeito
De ter feito de ti
A nascente que me suporta
E me transporta
À outra margem de mim.



Maria Escritos – 2010
© Todos os direitos reservados

1 comentário:

  1. São maravilhosas suas poesias..
    Sou o seu fã...Rsrs.
    Fico completamente extasiado de ver como você manipula e coloca as palavras no seu devido lugar.
    Estou sem palavras..
    Eu só posso dizer uma coisa:
    Que Deus continue lhe abençoando grandemente!
    Abraços..

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